OpenCherry: uma torre de controle para IA multi-repo
Tauri 2 · alpha · AGPL-3.0 · opencherry.dev
necessidade
Ferramentas de IA pra código assumem um repo, um agente, um terminal. Meu dia é o oposto: muitos repos, vários agentes em paralelo. O OpenCherry é o dashboard que faltava: um app desktop que observa cada repo e mostra qual agente está mexendo em quê.
decisões
Um shell Tauri 2 com UI SolidJS sobre um core Rust, depois de um pivô no mesmo dia abandonando uma GUI nativa em Rust: velocidade venceu. O core se divide em quatro crates enxutos: tipos compartilhados, operações git, detecção de agentes, persistência SQLite. O git é híbrido: operações locais rodam no libgit2 embutido, push e pull remotos chamam o git real do usuário, então as credenciais que já existem simplesmente funcionam. Agentes nunca são disparados, só detectados: uma tabela de regras varre a lista de processos e correlaciona cada agente rodando ao repo que ele está tocando. Tudo local, offline-first.
trade-offs
AGPL desde o primeiro commit: reciprocidade acima de adoção corporativa fácil. O contrato TypeScript-Rust na ponte IPC é mantido na mão, uma edição em dois arquivos a cada mudança de comando. A distribuição é um instalador sem sandbox e sem auto-update, porque o trabalho do app é justamente observar outros processos e caminhos arbitrários; sandbox de loja castraria ele.
resultado
Um alpha que já faz o trabalho: Git multi-repo com diffs, staging e sync, correlação de agentes ao vivo pra cinco CLIs, oito temas embutidos mais import de temas, e um binário que é GUI e CLI ao mesmo tempo. Ubuntu e GNOME primeiro. Código aberto em github.com/4nrry/opencherry.